
A princípio meu parto não ocorreu como eu queria. Explico. Antes mesmo de engravidar, imaginava que teria um parto normal. Seguiria para o hospital quando começasse a sentir contrações. Após um período de dor intensa, receberia meu bebê nos braços, em meio a lágrimas e sorrisos. Tipo cena de novela mesmo. Meu filho viria na hora dele. Mas aí descobri que estava esperando gêmeos e que minha gestação era de risco.
Tudo mudou.
Sim, eu teria que marcar a data do parto. Sim, teria que fazer uma cesárea. Sim, meus filhos teriam que nascer prematuros. Sim, isso significava que eles não estavam prontos para nascer e precisariam de cuidados imediatos.
Apesar de tantos “SIM”, a parte mais linda do meu parto veio de um sonoro “não” da minha obstetra e da pediatra que escolhi para os bebês. Não, eles não precisariam ir correndo para a UTI. Eu poderia ficar com eles, se tudo corresse bem.
E tudo correu bem.
Mesmo sem nunca ter sonhado com isso – nem imaginar que isso existia -, tive um parto cesárea humanizado. E às 18h43 daquele sábado, 10 de janeiro de 2015, Pedro nasceu e veio direto para os meus braços. Apenas um minuto e meio depois, Gabriel também pode ficar comigo. Os dois permaneceram ali, ligados a mim, literalmente – os cordões umbilicais continuaram conectados com a minha placenta por no mínimo 3 minutos -, e deitados sobre meu peito por cerca de 10 minutos. Os minutos mais longos e transformadores da minha vida. Tive um parto prematuro diferente da maioria. E sobre isso, só tenho a agradecer!
*Agraecimentos especiais: Taísa Catania (minha obstetra e amiga mais do que amada) e Silvia Maia (pediatra dos meninos e parceira de toda hora)
❤
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